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Como organizar os vinhos na garrafeira em casa

As famílias estão a redesenhar as suas casas para que se adaptem ao “novo normal”: biblioteca e sala de estudos, escritório multimédia, espaço fitness. Por passarem mais tempo em casa, também o consumo de vinho em casa está a aumentar, surgindo novas preocupações com a garrafeira. Se é um apreciador de vinhos e sonha ter a garrafeira ideal em casa, siga as nossas recomendações.

Localização da garrafeira

O local deve ser escuro, com uma temperatura estável e fresca ao longo de todo o ano e sem grandes vibrações. Nos apartamentos, onde estas condições são mais difíceis de obter, a aquisição de um refrigerador a temperatura constante torna-se uma opção válida. A humidade deverá rondar os 70%, com temperaturas entre os 8 e 12ºC e o local escolhido não deverá ser junto a produtos com cheiros intensos.

Dimensão da garrafeira

A dimensão depende do espaço disponível. Se possível, faça por ter um metro cúbico, ou seja, um metro de largura, um metro de altura e um metro de profundidade. Complete com módulos para as garrafas. Ao optar por módulos de plástico, evita cheiros e bolores, mas as soluções em madeira são igualmente válidas, pois não interferem na qualidade do produto.

Organização das garrafas

É importante manter as garrafas deitadas, para que a rolha esteja sempre húmida, evitando a contração e a entrada de oxigénio na garrafa. Separe os vinhos por espumantes, brancos, rosés, tintos e licorosos (vinhos do Porto, da Madeira). Se tiver vinhos de vários anos, separe-os por idades inferiores e superiores a cinco anos.

Coloque os vinhos licorosos e as garrafas mais antigas e valiosas nos dois níveis mais baixos. Reserve os espumantes e rosés na primeira leva de garrafas, os brancos na segunda, tintos ligeiros (sem madeira) na terceira e tintos encorpados e com madeira na quarta leva de garrafas.

A escolha dos vinhos

O Continente propõe uma seleção de 33 garrafas para a sua garrafeira. Comece com espumantes brancos, para celebrações ou bons petiscos. Escolha três brutos (secos), mais gastronómicos, e dois meio-doce para os brindes com bolo ou sobremesa. Aposte na Bairrada ou na pequena DOC Távora-Varosa. Dominam a sua garrafeira os vinhos tranquilos, sem gás, em três cores (branco, rosé e tinto).

Escolha oito vinhos brancos para pratos de peixe, massas e pizza. Considere Vinho Verde da casta Alvarinho ou Loureiro. No Douro há bons lotes com Moscatel Galego e no Dão inclua um exemplar de Encruzado. A casta Arinto em Lisboa e Antão Vaz no Alentejo são outras boas escolhas.

Quanto a rosés, some duas garrafas que acompanhem bem um caril, sushi ou mariscos. Junte agora quinze tintos: alguns do Douro, Trás-os-Montes, Dão e Beira Interior para acompanhar carnes vermelhas na frigideira, grelha ou forno, tintos de Lisboa ou Bairrada para jardineiras, feijoadas e outros refogados com vegetais, propostas do Tejo ou Península de Setúbal para frango ou pato e para quem prefere tinto com bacalhau. A carne de porco e as suas milhares de variações gostam da companhia de um tinto do Alentejo ou do Algarve.

Complete a sua escolha com três vinhos doces de sobremesa, sobretudo vinhos do Porto e Moscatéis. Siga estas recomendações e organize a sua garrafeira de casa. Se gosta deste tema, aproveite para ler outros artigos sobre vinho e partilhe estas dicas com os seus amigos e familiares.

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